
A deputada federal Amália Barros (PL) faleceu na madrugada deste domingo, 12. Ela tinha 39 anos.
A notícia foi feita por um comunicado oficial divulgado em sua conta no X (antigo Twitter) e logo tomou as redes.
A parlamentar estava hospitalizada desde o dia 1º de maio no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. No dia 2, ela passou por uma cirurgia para retirada de um nódulo no pâncreas.
No dia 7, a deputada se submeteu a uma drenagem de vias biliares, para retirar do líquido biliar acumulado em excesso no fígado. No sábado, 11, uma nova cirurgia no fígado estava marcada.
Parlamentar
Eleita para o cargo de deputada federal por Mato Grosso em 2022, Amália ocupava a posição de vice-presidente do PL Mulher nacional e participava das comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, dos Direitos da Mulher e da Educação na Câmara dos Deputados.
Nascida em Mogi Mirim, São Paulo, e formada em Jornalismo, Amália Barros perdeu a visão do olho esquerdo aos 20 anos devido a uma toxoplasmose. Após passar por 15 cirurgias, precisou remover o olho, utilizando uma prótese ocular a partir de 2016.
Desde então, a deputada se engajou em pautas relacionadas à toxoplasmose e à visibilidade das pessoas monoculares. Sua atuação serviu de inspiração para a Lei 14.126/2021, popularmente conhecida como Lei Amália Barros, que reconhece a visão com apenas um olho como uma deficiência sensorial.
Em 2021, ela fundou o Instituto Amália Barros, posteriormente renomeado como Instituto Nacional da Pessoa com Visão Monocular, promovendo campanhas de doação de próteses oculares e oferecendo assistência aos monoculares. Por meio do instituto, a deputada realizava campanhas de arrecadação de recursos e distribuição de próteses oculares e lentes esclerais.
Amália era filiada ao Partido Liberal (PL), o mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.